Credito HabitacaoDesde o dia 16 de Outubro entraram em vigor novas regras de regulação do crédito habitação. Este novo decreto de lei já foi discutido e as suas vantagens para os consumidores que procuram fazer um crédito habitação e para os que querem mudar o seu crédito à habitação para outro banco. Na TSF ouvi um comentário do António de Sousa que é presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

Ora este senhor doutor que defende os interesses dos bancos disse que a nova lei é muito problemática. Diz que o problema desta nova lei do crédito habitação é “ser muito pouco flexível”. Para resumir: A nova lei do crédito habitação é boa para os consumidores e menos boa para os bancos.

Na minha opinião esta nova lei do crédito à habitação é uma melhoria significativa para o consumidor. Agora existe a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) que é um instrumento que vai clarificar os custos reais e efectivos que os consumidores tem com produtos ou serviços vendidos quando fazem um crédito de habitação para terem uma bonificação no spread.

O António Sousa não ficou por ai… Ele ainda disse que os clientes vão pagar a factura destas alterações pois estas implicaram custos para os bancos, nomeadamente a nível informático. É pá! Nunca tinha falar desta… os consumidores é que vão pagar a factura? Os consumidores pagam sempre! Os bancos é que vão ter um lucro um bocadinho mais pequeno, mas eu não me preocupo muito com isso porque eles arranjam sempre maneira de cortar nos custos aqui ou ali. Assim tem mais uma desculpa para despedir mais umas centenas de pessoas.

Crédito Habitação mais transparente

Esta nova lei serve para tornar a negociação e a renegociação do crédito à habitação mais transparente e clara. Os eventuais custos não devem ser passados para o consumidor porque o objectivo desta nova lei é tornar os créditos à habitação mais baratos para os consumidores. Se fosse para pagar mais aos bancos não eram preciso leis, isso eles já fazem sozinhos.

Eu consigo perceber porque é que isto é uma chatice para os bancos. Ainda não chegou o dia em que existe uma aplicação financeira sem opções escondidas e tentativas de apanhar desprevenido o consumidor. Até um certo ponto os bancos vivem da publicidade enganosa mas acho que eles não tem que ficar tão nervosos porque as regras são para todos. Além disso estamos em tempo de crise e já que tantas empresas estão a falir até ficava bem os bancos terem lucros um pouquinho mais pequenos.

O secretário de Estado do Comércio, Serviço e Defesa do Consumidor também já reagiu às declarações do representante dos bancos. À mesma rádio, Fernando Serrasqueiro disse esperar que António de Sousa não tenha feito uma “ameaça velada”, quando disse que os clientes é que vão pagar as alterações às regras dos créditos à habitação. in Jornal de Negócios

Uma das grandes vantagens é que a partir de agora os bancos têm de apresentar a Taxa Anual Efectiva Revista – TAER – nos seus simuladores de crédito à habitação quando é proposto um spread menor se adquirir outros produtos financeiros no banco. Estes são os chamas multi-opções que dão amortizações de 0,5% para quem tem empréstimos para obras ou compra de móveis.

Esta mudança na legislação do crédito habitação foi uma boa melhoria e é uma vitória para os consumidores. Os bancos gostam muito de utilizar a complexidade do sistema para confundir potenciais clientes e está na hora de este tipo de marketing pouco ético se tornar menor. Simplificar para os consumidores perderem menos tempo a ver todas as ofertas de crédito de habitação só pode ser coisa boa!

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